Página Inicial Análise/Crítica Death Note One Shot 2020 – Crítica

Death Note One Shot 2020 – Crítica

por Biaka Myuzu
Capa oficial do novo one shot de Death Note

Após estar a trabalhar em Platinum End nos seus mais recentes projetos, Tsugumi Ohba (escritor) e Takeshi Obata (artista) decidiram regressar agora a Death Note para nos fornecer mais informação e cenários.

Antes de procedermos à análise do mesmo (com alguns spoilers menores), deixarei aqui o link oficial de acesso gratuito a este one shot completo pelo Mangaplus, pertencente à Shueisha.

Deixo também o pormenor de que não foi fornecido qualquer título específico para o mesmo.

Análise deste one shot de Death Note

1. História do one shot de Death Note

Os eventos deste one shot recente decorrem no ano de 2019, e seguem-se aos eventos do manga. Assim, não é uma história à parte, um cenário alternativo, ou uma história explanatória no meio dos acontecimentos do manga principal de Death Note, mas sim uma “continuação” do mesmo.

Sendo um one shot, este conta uma história do princípio ao fim, e para quem viu apenas o anime, não se preocupe; poderão ler este manga sem sentirem qualquer tipo de falta de informação, para além de a própria história dar alguma contextualização dos acontecimentos que a antecederam.

Para todos aqueles que leram acerca de rumores de Light Yagami/Kira aparecer como um shinigami (deus da morte), aproveito já para vos desiludir e informar que tal não irá acontecer. No entanto, podem contar com nomes de referência e caras familiares, nem que seja a do próprio Ryuk, tal como a capa nos mostra.

O nosso novo protagonista é Minoru, um rapaz que parece não ser tão imponente no seu desempenho intelectual como Kira na sua altura, mas que revela ter capacidades que chamaram a atenção de Ryuk o suficiente para este achar que vai poder divertir-se e usufruir de maçãs deliciosas novamente no mundo dos humanos. Minoru surge com um plano e uma utilização do Death Note que nunca ninguém tinha pensado antes: vender o Death Note ao mais alto licitador. Mas como irá fazer isso sem ser apanhado através de um qualquer IP ou presença física? Leiam esta história para verem as surpresas que nos reserva.

Um dos primeiros contactos entre Minoru e Ryuk.

Devo confessar que a premissa inicialmente parecia-me um pouco fraca, apesar de fazer sentido. Ter um Death Note e não o usar seria um desperdício, e o mesmo poderia ir parar às mãos de alguém que quisesse imitar as ideias megalómanas de Kira. No entanto, num mundo digitalmente evoluído e onde o Death Note foi tornado público, torna-se realmente difícil passar despercebido ou repetir a façanha de Kira. Para além de que este protagonista parece não ter nenhum uso para lhe dar como arma. Mas devo dizer que foi muito interessante ver o leilão a decorrer e ver como o pensamento de Minoru ia mudando e evoluindo para conseguir os seus objetivos sem ser apanhado. Poderão ver inclusive o envolvimento de figuras famosas do mundo atual (que não irei revelar por questões de spoilers) a mostrarem o seu interesse no leilão, e de como a situação é lidada, tanto na perspetiva de um público geral como de Minoru. O final apresenta uma boa reviravolta e permite terminar no estilo que se sente ser caraterístico de Death Note.

2. Arte do one shot de Death Note

Não há muito a dizer sobre a arte que já não tenha sido dito. Para quem acompanhou as minhas reviews a Platinum End (que podem ser lidas acerca do volume 1 e 2), e mesmo para quem já pôde ler as obras anteriores, como Bakuman e Death Note, que receberam também adaptações para anime, a arte é um dos elementos que mais cativam em qualquer uma destas obras. Com um toque realista e um desenho pormenorizado, sem dúvida que a arte de Takeshi Obata cativa qualquer leitor pelo quão agradável e natural é na sua exibição.

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