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O LEITOR É O HERÓI: Attack on Titan Adventure

por Tiago Costa

Anime e manga. Ao longo dos anos têm sido formas de entretenimento que têm cativado cada vez mais fãs, e os tem feito delirar pela miríade de personagens e aventuras, fazendo-os muitas vezes desejar fazer parte daquele mundo mágico. Cosplay é muitas vezes uma forma de encarnar as nossas personagens favoritas, mas não é o mesmo que sentir que se faz parte de uma realidade diferente. Videojogos podem ser uma solução, mas hoje falamos de algo diferente. Hoje, falamos do que resulta quando uma das mais aclamadas séries de manga e anime da atualidade é transformada num gamebook. Hoje apresentamos Attack on Titan Adventure.

Lançado originalmente a 5 de dezembro de 2015 no Japão, pela mão de Tomoyuki Fujinami, Attack on Titan Adventure coloca-nos na pele de um soldado anónimo do 104º grupo de cadetes, em conjunto com os protagonistas da história original. Apenas dois livros foram lançados, ambos baseando-se em arcos explorados no manga e no anime e como personagem integrante, temos o direito de fazer escolhas que poderão ou não alterar os eventos já determinados na história.

O primeiro livro (também chamado de Year 850: Last Stand at Wall Rose) posiciona-nos no arco da Batalha de Trost. Logo de início somos confrontados com uma introdução abrupta, na qual podemos logo fazer a primeira escolha. Logo a seguir, são-nos apresentadas as regras e é estabelecido o setting, quem nós somos e o nosso papel nesta história. Por sua vez, o segundo livro (de nome The Hunt for the Female Titan) coloca-nos no setting referente ao arco da Titã Fêmea.

Ao contrário do que acontece nas Aventuras Fantásticas, nestes livros não precisamos de rolar dados para conhecer os nossos atributos. Apesar de haver um grande foco em exploração e confrontos, quase todas as nossas ações dependem das escolhas que nos são apresentadas, e dos caminhos que optamos e personagens que acompanhamos. Durante o início da aventura, temos a possibilidade de explorar a cidade de Trost, encontrarmo-nos com as personagens que conhecemos da série e desenvolvermos as primeiras conexões antes do início da batalha. Depois desta primeira fase, entramos no momento mais sério da aventura: teremos de escolher para que parte da cidade ir e que personagens iremos acompanhar, e as nossas decisões determinarão os destinos de todos.

Para além disto, temos à nossa disposição um Battle Report Sheet, uma folha de batalha na qual podemos registar as atividades do nosso soldado. Podemos anotar pistas, informações, itens e ainda acompanhar o nível de Afinidade com as outras personagens. Muito basicamente, a Afinidade é um atributo que determina o nível de empatia que certas personagens têm para connosco, dependendo das nossas ações ao longo da aventura. Sempre que fizermos algo que esteja de acordo com as vontades de alguém, a nossa Afinidade com essa personagem poderá aumentar um ou vários pontos, o que poderá levar a diferentes finais dependendo de quem tiver uma maior pontuação de Afinidade para connosco. Para além disso, sempre que o texto nos informar que alguém morreu, temos de ir ao Battle Report Sheet e colocar um X na imagem dessa personagem, significando o destino final da mesma.

Attack on Titan Adventure tem também uma forma nunca usada em qualquer outro gamebook de busca de pistas. Para além dos quebra-cabeças comuns dentro das referências, nestes livros podemos procurar pistas dentro das próprias ilustrações. Para além de alguns painéis retirados do manga, existem algumas ilustrações originais criadas de propósito para esconder determinadas pistas que nós poderemos seguir. Quando chegados a uma referência que vem acompanhada de uma ilustração, podemos perder alguns minutos a inspecioná-la, e muito provavelmente seremos contemplados com uma indicação escondida que nos levará para referências alternativas e desenlaces diferentes.

Como gamebook, Attack on Titan Adventure apresenta um modo de jogo original, muito raramente visto noutros livros-jogos. Em termos de complexidade não há nada que torne a narrativa ou jogabilidade uma dor de cabeça, e a história é quase tão interessante quanto o produto original. Devido aos diversos caminhos e escolhas a fazer, o número de finais é grande o suficiente para garantir uma nova visita aos livros e fazer uma aventura na sua maioria bem diferente da anterior. Para os amantes de gamebooks e do manga/anime, estes dois livros são uma boa adição à coleção.

No próximo O LEITOR É O HERÓI regressamos ao mundo de Titan e à nossa incursão pelas Aventuras Fantásticas, enquanto exploramos uma terra onde os samurais e a lei da espada governam e decidem o destino do país de Hachiman. Por isso, preparem os vossos dados, vistam a vossa armadura e estejam a postos para procurar pel’A Espada do Samurai.

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