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O LEITOR É O HERÓI: Leopoldina e a Ordem das Asas

por Tiago Costa

Mais um Natal passou, cheio de felicidade e divertimento. Contudo, nem todos os Natais são precedidos por um ambiente festivo, e quando o mal espreita e ameaça estragar esta época, uma organização de jovens agentes luta ao lado de um ícone da coragem e da bondade para impedir que esta quadra festiva fique arruinada. E no gamebook desta semana, iremos ficar a conhecer um pouco mais de perto a Leopoldina e a Ordem das Asas.

Lançado pela Brandfiction em 2009, tendo Filipe Faria como autor, Leopoldina e a Ordem das Asas surgiu como forma de contributo para a Missão Sorriso, uma iniciativa de solidariedade social do Continente. Ao contrário daquilo que temos visto ao longo desta rubrica, este livro é claramente focado a um público mais infantil, com uma estrutura semelhante à da coleção Choose Your Own Adventure, em que o único modo de jogabilidade centra-se em escolhas que nos levam para diferentes páginas.

Contudo, neste livro o leitor não se encontra numa posição participativa na história, ou seja, não é mais do que um espetador que escolhe as ações das diferentes personagens ao longo da história. Depois de uma explicação breve das regras do jogo e de uma introdução que explica quem é a Leopoldina e o que é a Ordem das Asas, somos presenteados com uma aventura simples mas cativante aos mais novos: em várias lojas de brinquedos têm havido perturbações, com diversos brinquedos (posteriormente conhecidos por brincredos) a destruírem outros e a juntarem peças a si, de forma a criar maiores e mais perigosas máquinas. Então, a Leopoldina e as crianças protagonistas (Martim, Beatriz, João, Ana, Rodrigo e Maria) juntam-se para travar esta onda de destruição e descobrir quem está por detrás deste atentado ao Natal.

Então, uma narrativa fluída e bem organizada leva-nos a situações variadas, em que temos de escolher as ações que as várias personagens irão fazer consoante a situação em que se encontram. Contudo, apesar desta dinâmica, rapidamente nos apercebemos que as diferentes escolhas não passam de meras tentativas e erros, uma vez que, tendo apenas duas opções, acabamos por ter de adivinhar qual é o caminho certo para continuar a história, já que uma das escolhas nos leva a um game over. Somente a escolha inicial nos leva a diferentes alternativas, que mesmo assim nos conduz ao caminho principal.

Leopoldina e a Ordem das Asas é um livro simples, mas muito divertido para os mais novos. A complexidade no uso de dados, valores, combates e a participação do leitor não existe aqui, mas em compensação a narrativa é interessante e cativante, e as ilustrações de Eliseu Gouveia são abundantes e dão um apoio visual à história. Infelizmente, apesar de ser possível terminar a aventura com sucesso, a história termina num cliffhanger que promete uma continuação que nunca foi lançada.

No próximo O LEITOR É O HERÓI voltamos às Aventuras Fantásticas, desta vez para uma aventura futurista em que teremos de travar os círculos de tráfico de droga que existem no nosso sistema. Por isso, preparem os vossos dados e fiquem a postos para travar Os Círculos de Kether.

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